sexta-feira, 3 de junho de 2016


As noites passam devagar quando não ha ninguém aqui. Não há distração então sou obrigada a lidar com o que está dentro de mim.
A cada nova companhia noturna que me aparece, uma pequena destruição ocorre dentro de mim. De pequenas em pequenas destruições se instalou o caos.
A contradição é que eu nunca me senti tão confortável e livre como sinto agora. A caos se tornou algo que eu aprendi a apreciar.
Não é fácil deixar meus pequenos destruidores irem embora. Eu sempre quero um pouco mais, um dia a mais, uma hora a mais, um minuto a mais. E aí cada segundo vai me corroendo por que é um segundo a menos na companhia dele. 
Ninguém parece querer ficar. Nem eu sei se quero ficar. Como posso exigir que alguém fique se até eu quero fugir de mim?

Caos

sábado, 19 de março de 2016


Ele tinha um cheiro doce, não de uma forma enjoativa, muito pelo contrário. Eu poderia sentir aquele cheiro para sempre sem me sentir enjoada. Eu o abraçava só para encostar o nariz no peito dele e sentir aquele cheiro.
Os olhos dele era um dos mais lindos que eu já vi. Apesar da tristeza no olhar, os olhos dele brilhavam. Olha-lo nos olhos me deixava sem folego. Eu poderia passar dias olhando somente para eles.
A pele dele era branquinha e lisa. Eu passava horas vagando com os dedos pelo braço dele, pela barriga dele. Eu olhava aquelas marcas de imensa tristeza nos braços dele e meu coração doía. Como pode um rapaz tão belo, tão gracioso, tão inteligente e amado carregar uma tristeza tão grande?
Eu podia sentir a tristeza dele no meu coração e eu chorei por ele. E eu chorei depois que ele foi embora. E eu ainda choro.
Agora que ele se foi eu penso muito nos olhos e no cheiro dele. Teria ele ficado? E se ele tivesse ficado, teria eu ajudado de alguma maneira na tristeza dele?
Quando nos despedimos ele disse que eu fui a luz em um momento muito sombrio e que ele gostava muito de mim. Eu sentia o mesmo. Mas nada disso foi motivo o suficiente pra ele ficar.
Tudo o que me restou foi saudade e as lembranças de seus pequenos detalhes.

Ele tinha aquela noção de nostalgia. Eu gostava disso.

domingo, 7 de fevereiro de 2016



Escrevo aqui como uma maneira de avaliar tudo o que aconteceu. Nós eramos amigos, não somos mais. O que aconteceu? Você me machucou. Foi isso que aconteceu. Mas era necessário o fim? Era.
Nós eramos amigos, não somos mais. Nós compartilhamos sentimentos, pensamentos, musicas, filmes, vidas, não compartilhamos mais nada alem da saudade um do outro.
Você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida durante um período de tempo, que contando por dias e meses foi pouco, mas dentro de mim foi uma eternidade. Você viveu dentro de mim uma eternidade e ainda assim não aprendeu outra coisa a não ser como me machucar. Nós eramos amigos, não somos mais.
Você quis conhecer a menina melancólica que você conheceu em uma festa na sua casa. Você conseguiu conquistar a confiança dessa menina. Você conheceu toda a beleza e tristeza dela. Você aprendeu a brincar com os sentimentos da menina. Você se esqueceu de que ela era apenas uma menina.
Eu te amava, Eve. Essa é a razão pela qual não somos mais amigos.



Eramos amigos, não somos mais.